Há décadas o desenvolvimento econômico e tecnológico vem se configurando uma das marcas registradas de Campina Grande. Nos anos 40, o município era considerado o segundo maior produtor de algodão do mundo, perdendo somente para a britânica Liverpool. Em 1967, a cidade recebeu o primeiro computador do Nordeste brasileiro, dando o pontapé inicial para o investimento maciço no setor de C&T e na área acadêmica.
Hoje, quase quarenta anos depois, Campina, que é tida por muitos como a Capital do São João e do Trabalho, também é condecorada com o título de “Oásis High Tech do Nordeste”. Tanto que, a cidade, plantada no alto da Serra da Borborema, atualmente é referência nacional em eletroeletrônica, informática e desenvolvimento de software, tendo sido diversas vezes apontada, por segmentos da Imprensa Internacional, como um dos mais importantes pólos tecnológicos do planeta.
Esse “Oásis de Prosperidade” abriga dezenas de indústrias de informática e eletrônica e tem Produto Interno Bruto per capita duas vezes acima da média da região Nordeste. Em sua edição de abril de 2001, a revista norte-americana Newsweek elegeu Campina Grande uma das nove “Tech Cities” Mundiais – a única da América latina –, no mesmo patamar de Ohio e Barcelona. Em meados de 2003, novo destaque na Newsweek. Dessa vez, a cidade foi reverenciada como “Vale do Silício Brasileiro” graças, também, além do high tech, às pesquisas em torno do ‘ecologicamente correto’ algodão colorido.
Com pouco mais de 362 mil habitantes, a Rainha da Borborema abrange cerca de 50 empresas de informática produtoras de software, que empregam 500 pessoas de nível superior e juntas faturam R$ 25 milhões por ano. O montante gerado pelo setor de tecnologia representa quase 20% dos US$ 650 milhões da receita do município. A cidade é um exemplo prático da bem- sucedida parceria entre governo local, universidade e iniciativa privada, que, em sintonia, só tende a render bons frutos.
Uma das mais importantes “alianças” tomou forma em 2004, com o lançamento do TecOut Center, que conta com a participação da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, instituição que desde 1984 já deu origem a mais de 60 empresas de alta tecnologia, e o apoio da Prefeitura Municipal de Campina Grande. O TecOut nasceu com o propósito de aproximar empresas de TI brasileiras e chinesas, promovendo um intercâmbio tecnológico entre o Brasil e a China, gerando empregos, fortalecendo, ainda mais, o desenvolvimento local e fazendo jus ao título de “Oásis High Tech” conquistado por Campina Grande. |